Vá e Seja Você – O início

Este é o primeiro de uma série de posts sobre como tudo começou nessa minha aventura pelo mundo.

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Trecking de 4 dias no Nepal – Nagarkot.

Não é mais um blog de viagens e muito menos para dar dicas de como economizar, e sim são relatos de uma pessoa normal que em algum momento na vida enfrentou seus medos, tomou a decisão, se planejou e foi viver  um sonho. E só agora depois de quase oito meses de estrada, analisando meus aprendizados e vendo a pessoa que estou me tornando, me senti confortável e mais madura em compartilhar as minhas experiências.

Antes de começar  acho que vale contextualizar um pouquinho sobre minha história:

Nasci em uma família de classe média baixa no interior de São Paulo, Mococa (não é Móoca, e sim Mococa mesmo, a vaquinha do leite condensado é uma cidade!). Meus pais sempre se esforçaram muito e nunca faltou nada em casa. Fiz todo meu ensino fundamental e médio em escola pública/estadual. Meus pais/ família são extremamente católicos, demorei para iniciar minha vida noturna com os amigos e me dedicava mais para estudos e brincar com minhas irmãs. No meu aniversário de 15 anos a primeira coisa que fiz foi pedir para o meu pai que deixasse trabalhar na empresa dele e se ele não o deixasse eu iria procurar emprego em outro lugar e assim iniciei minha vida no trabalho pois queria conquistar minhas coisas com meu esforço.

Minha primeira* grande conquista [material] foi comprar minha moto (biz usada) aos 17 anos, comprei com meu salário de R$180/mês e vendi depois para fazer cursinho e posteriormente consegui uma bolsa de 100% pelo PROUNI onde me mudei para São Paulo aos 19 anos. Morei de favor na casa de amigos dos meus pais durante 3 anos e a partir disso foram várias repúblicas, dividindo quartos com estranhos, amigos, irmã e assim se passaram 10 anos em São Paulo.

*Não posso deixar de comentar a segunda grande conquista: que foi minha viagem de colegial para Porto Seguro, também paga com meu salário! 24 horas de viagem de ônibus com a turma do fundão é claro !

O vazio de uma pauta cheia

Trabalhei em grandes Agências de Publididade, fiz muitos amigos, viagens, e fui muito feliz durante um período da minha vida assim. Se sou o que sou hoje foi por tudo que vivi, porém chegou num momento que as festas, cervejas de sexta feira, a pizza de todos os dias e o glamour de trabalhar numa agência não estavam me preenchendo mais. Tinha me tornado muito workaholic e muito do trabalho que eu tinha era porque eu fui buscando e eu me cobrava demais para entregar sempre o melhor, e de repente percebi que minha pauta estava cheia porém eu estava com um enorme vazio por dentro.

Sendo assim resolvi pedir ajuda para especialistas e comecei uma busca interna com ajuda de coaching, psicólogo, cursos de mindfulness, auta performance, inteligência emocional  e assuntos que eu estava cada vez mais interessada a estudar e que sim, estavam me ajudando a ter uma condição de vida melhor no trabalho e comigo mesma, porém a minha dedicação e motivação já não estavam o mesmo no trabalho e sendo assim eu percebi que não era justo comigo e nem com a empresa e resolvi fazer uma pausa. Pedi demissão.

Meu maior sonho sempre foi conhecer o mundo. O tempo e dinheiro que eu tinha eu sempre pegava o carro, chamava os amigos/família (ou as vezes sozinha mesmo) e me mandava para uma praia, nova cidade ou até mesmo conhecer algum lugar diferente em São Paulo. Explorar, ir para lugares diferentes, fotografar, interagir com pessoas e culturas sempre uma paixão, e isso acabou sendo um dos motivos que me levava a trabalhar mais para conseguir mais dinheiro e pensar nas próximas férias.

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Poderia fazer uma lista de acontecimentos na minha vida onde eu sempre tive muito claro que eu queria viajar por um tempo, mas eu tinha muito medo. Medo de tudo que possam imaginar: pais morrerem, não conseguir emprego quando voltar, interromper a carreira, e se meu dinheiro acabar?

Eu já tinha pedido demissão e mesmo assim o medo estava ali. Tinha medo de ter feito errado, de me arrepender, de ser velha demais para tomar essa decisão, do julgamento das pessoas… O medo era meu maior inimigo, e em Novembro de 2017, no Congresso Internacional da Felicidade em Curitiba, no fechamento do evento, após um final de semana de aprendizados e energia boa, tivemos uma meditação guiada com o Augusto Cury e ao finalizar ele pediu para virarmos para o lado e agradecer e pessoa que estava ali. Ele pediu para dizermos umas palavras, porém ao virar para o lado, uma pessoa olhou nos meus olhos e ao invés dela agradecer ela me disse: Vá e seja você! 

Lágrimas começaram cair dos meus olhos, seria um sinal? Do que ela estava falando? Quem era aquela pessoa? Não sei, mas sei que alguns momentos na vida é preciso seguir a intuição se abrir para as possibilidades e aqui estou, vivendo a melhor fase da minha vida, com muita história para contar e a cada dia mais me re-descobrindo.

“… e o mais importante, tenha coragem de seguir o que seu coração e sua intuiçâo dizem. Eles já sabem o que você realmente deseja. Todo resto é secundário.” Steve Jobs

Hoje entendo que vim quando tinha que vir, que momentos difíceis existem e que não preciso esperar ser nada perfeito para escolher ser feliz, e..

  • Não é o lugar onde estou e sim COMO eu estou nos lugares,
  • Não são os carimbos e sim as pessoas,
  • É uma delícia ver/viver a história que um dia estudamos nos livros,
  • Tudo bem você sentir medo,
  • O dinheiro não é desculpa,
  • O idioma não é desculpa,
  • Coragem é ir com medo!

E é com muito amor que vou compartilhar (e guardar para a Marcela do futuro) os acontecimendos mágicos desse ano. Tenho muito material bacana desde fotos, vídeos e audios e até playlist no spotify, os quais eu fiz sempre questão de guardar comigo e agora resolvi por na rede pois sei que pode ajudar muitas pessoas a ir em busca do sonho também.

Vem comigo mas seja você !

 

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